Módulo 1
Introdução
Propriedades
  Farmacocinética
Tratamento
Comunitárias
Antimicrobianos - Base Teóricas e Uso Clínico

III. Tratamento das infecções comunitárias e relacionadas à assistência à saúde diante da resistência microbiana

1. Comunitárias - infecções adquiridas na comunidade
1.2. Pele e anexos


A escolha de um antimicrobiano adequado para o tratamento de uma infecção deve levar em conta alguns aspectos: eficácia, potencial para desenvolvimento de resistência, presença de efeitos colaterais, custo do tratamento e aderência do paciente.
Este último aspecto é muito importante no tratamento das infecções comunitárias.

 

Diagnóstico
O primeiro ponto a ser considerado na escolha do antimicrobiano nas infecções de partes moles consiste em determinar se foi obtida informação suficiente para se fazer diagnóstico presuntivo para que seja instituída uma terapêutica empírica eficaz.

O diagnóstico diferencial deve ser produto de uma boa história clínica e de um exame clínico minucioso. A terapêutica empírica no tratamento de infecções de partes moles adquiridas na comunidade será a regra, em vez da exceção.

A coleta de material, para a realização de Gram e cultura de uma lesão de partes moles, preferencialmente por punção, deve ser feita nos quadros de maior gravidade, que envolvem sinais e sintomas sistêmicos.

As propriedades farmacológicas de grupos de antimicrobianos diferentes, tais como sua penetração no local da infecção, também são muito importantes. O exemplo mais óbvio está no tratamento de infecções com grande quantidade de secreção e dificuldade de irrigação sangüínea, como ocorre nas lesões de extremidades no diabético (pé diabético). Nestes casos, antimicrobianos da classe dos aminoglicosídeos terão uma atuação limitada pelo pH ácido no local da infecção.

Para o tratamento das infecções de partes moles adquiridas na comunidade onde raramente são encontrados estafilococos resistentes à oxacilina, as cefalosporinas de primeira geração são boas opções terapêuticas.

A terapêutica parenteral é muito adequada nos pacientes com infecções graves e nos casos em que é difícil atingir níveis antimicrobianos significativos, como nas infecções graves de partes moles. Nestes casos, se dá preferência à via intravenosa, em vez da intramuscular, porque permite obter níveis mais rápidos e previsíveis. A administração intramuscular está contra-indicada nos pacientes com distúrbios da coagulação.

Em diversos casos, o insucesso do tratamento não se deve ao insucesso da terapêutica antimicrobiana. Os pacientes com grandes abscessos de partes moles podem não responder à terapêutica antimicrobiana, a menos que o local seja drenado de maneira adequada.

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                                      ATMracional, 2008