Módulo 1
Introdução
Propriedades
  Farmacocinética
Tratamento
Comunitárias
Antimicrobianos - Base Teóricas e Uso Clínico

III. Tratamento das infecções comunitárias e relacionadas à assistência à saúde diante da resistência microbiana

1. Comunitárias - infecções adquiridas na comunidade
1.2. Pele e anexos

Diagnóstico
O diagnóstico da erisipela é eminentemente clínico. A recuperação do estreptococo do grupo A é rara, exceto na erisipela complicada, quando o microrganismo é cultivado em 30% dos casos. A colonização das lesões por estafilococos é comum e, muitas vezes, dirige a atenção do clínico para uma falsa etiologia da doença. A hemocultura deve ser colhida antes do início do tratamento. A doença evolui com leucocitose e desvio à esquerda, sem outras importantes alterações laboratoriais.

O diagnóstico diferencial é realizado com alguns quadros infecciosos e não infecciosos, tais como celulites (causadas por S. aureus), herpes zoster, dermatite de contato e trombose venosa profunda.

Tratamento
Para o tratamento das erisipelas, a penicilina procaína deve ser administrada na dose de 400.000 a 800.000 unidades, duas vezes ao dia, via intramuscular. Em pacientes alérgicos, a alternativa é a clindamicina. Em casos mais graves, o paciente deve ser hospitalizado e indica-se o uso de penicilina cristalina em doses de 200.000 U/Kg/dia, via intravenosa, dividida a cada quatro horas, durante dez a quatorze dias. Cuidados locais e repouso com o membro elevado a 45º, assim como o tratamento dos fatores predisponentes (úlceras de pele, dermatomicoses, etc.) são fundamentais. Em casos de erisipela de repetição (mais de dois episódios no ano), pode ser utilizada a profilaxia com penicilina benzatina, 1.200.000 unidades, intramuscular, a cada 28 dias. Em pacientes alérgicos a penicilina, as alternativas são clindamicina, vancomicina ou teicoplanina.

 

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                                      ATMracional, 2008