Módulo 1
Introdução
Propriedades
  Farmacocinética
Tratamento
Comunitárias
Antimicrobianos - Base Teóricas e Uso Clínico

III. Tratamento das infecções comunitárias e relacionadas à assistência à saúde diante da resistência microbiana

Para o tratamento adequado do quadro infeccioso, é necessário que o diagnóstico microbiológico seja realizado com agilidade, em tempo hábil para que o paciente seja beneficiado com o resultado do exame. Ainda, o diagnóstico deve ser preciso, ou seja, deve identificar corretamente o microrganismo e o perfil de sensibilidade aos antimicrobianos, tarefa que requer um microbiologista experiente e atualizado.

Na comunidade, a resistência a tratamentos considerados padrão vem sendo detectada em cepas de Salmonela spp., Shiguela spp., Neisseria spp., Haemophilus influenzae e Streptococcus pneumoniae.

A resistência de Staphylococcus aureus à oxacilina na comunidade é pouco freqüente no Brasil, porém vem crescendo em vários países da Europa, nos Estados Unidos e em países da América Latina, principalmente no Uruguai.

No ambiente hospitalar, durante a década de 80 e o início da década de 90 observou-se uma grave tendência: o aumento de microrganismos multirresistentes.

Além do S. aureus resistente a quinolonas, aminoglicosídeos e oxacilina, os enterococos ganharam importância e cepas resistentes à penicilina, aminoglicosídeos e vancomicina têm sido descritas com freqüência em muitos hospitais americanos e, mais recentemente, no Brasil.

A candidíase invasiva e outras infecções por leveduras têm causado uma fração maior de sepse e infecções urinárias hospitalares, em pacientes imunodeprimidos e internados em unidades de terapia intensiva. As previsões para as próximas décadas sugerem que microrganismos resistentes assumirão uma importância ainda maior nos hospitais.

Nos hospitais brasileiros a resistência microbiana representa um grave problema, principalmente em hospitais de maior complexidade.  Em 2007, cerca de 60% das cepas de S. aureus isolados de pacientes internados em UTIs, em hospitais da cidade de São Paulo, eram resistentes à oxacilina.
Além do S. aureus, também pode ser observado o aumento da incidência de infecções por Acinetobacter spp. e Pseudomonas aeruginosa resistentes às cefalosporinas, carbapenens, quinolonas e aminoglicosídeos. Um fato importante é a disseminação destas cepas entre hospitais.

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                                      ATMracional, 2008