Módulo 1
Mecanismos
Alteração de permeabilidade
Alteração do sítio de ação
Bomba de efluxo
Mecanismo enzimático
Gram-positivos
Staphylococcus aureus
Enterococcus spp.
Streptococcus pneumoniae
Gram-negativos
Aminoglicosídeos
Quinolonas
β-lactâmicos
Carbapenens
Bibliografia
Antimicrobianos - Base Teóricas e Uso Clínico

III. Gram-negativos - resistência aos antimicrobianos

1. Aminoglicosídeos

A modificação enzimática é o mecanismo mais comum de resistência aos aminoglicosídeos. Este tipo de mecanismo pode resultar em alto grau de resistência a estes agentes antimicrobianos. Os genes responsáveis por esta resistência encontram-se geralmente em plasmídios ou transposons. Atualmente, mais de 50 enzimas modificadoras de aminoglicosídeos já foram descritas e classificadas como:

  • N-acetiltransferases;
  • O-adeniltransferases;
  • O-fosfotransferases.

Os aminoglicosídeos contêm em sua estrutura grupos amino ou hidroxila, os quais podem ser modificados pelas enzimas acima, produzidas por isolados bacterianos. Os aminoglicosídeos modificados nestes grupamentos perdem a habilidade de se ligar ao ribossomo e, consequentemente, de inibir a síntese protéica bacteriana.

Outros mecanismos de resistência aos aminoglicosídeos como alteração no sítio de ação (subunidade 30S do RNA ribossomal) e alterações na permeabilidade da membrana celular externa também são descritos.

Implicações terapêuticas da resistência aos aminoglicosídeos

 

Na prática clínica, a presença de resistência aos aminoglicosídeos leva à perda de sinergismo com β-lactâmicos para tratamento de infecções por gram-negativos, não produzindo efeito bactericida.
Adicionalmente, já foram descritas amostras de P. aeruginosa contendo genes que codificam metalo-β-lactamases adjacentes a determinantes de 6´-N-acetiltransferases.

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RMcontrole. 2007