Módulo 1
Mecanismos
Alteração de permeabilidade
Alteração do sítio de ação
Bomba de efluxo
Mecanismo enzimático
Gram-positivos
Staphylococcus aureus
Enterococcus spp.
Streptococcus pneumoniae
Gram-negativos
Aminoglicosídeos
Quinolonas
β-lactâmicos
Carbapenens
Bibliografia
Antimicrobianos - Base Teóricas e Uso Clínico

III. Gram-negativos - resistência aos antimicrobianos

2. Quinolonas

Resistência mediada por plasmídeos

Durante algum tempo, acreditava-se que a resistência às quinolonas fosse somente mediada por genes cromossomais. Porém, a descrição de um plasmídeo, pMG252, presente em uma amostra de Klebsiella pneumoniae também produtora de beta-lactamase de espectro estendido (ESBL), isolada na urina de um paciente hospitalizado nos Estados Unidos, em 1998, mudou este conceito. O produto do gene qnr é uma proteína, Qnr, que protege a DNA girase (mas não a topoisomerase IV) da inibição pela ciprofloxacina. Este mecanismo, além de ser pouco freqüente, confere baixos níveis de resistência ao ácido nalidíxico e à ciprofloxacina.

Implicações terapêuticas

A emergência de resistência a fluoroquinolonas tem implicações no tratamento de infecções hospitalares e comunitárias. As enterobactérias são patógenos frequentemente associados a infecções do trato urinário, comunitárias, e pneumonias associadas à assistência à saúde. A emergência de mutantes resistentes de K. pneumoniae durante tratamento com ciprofloxacina já foi descrita, podendo levar à falha terapêutica.
Isolados de N. gonorrheae com CIMs elevados para quinolonas já foram descritos, associados a mutações nos sítios de ação destes antimicrobianos. Nestes casos, os β-lactâmicos (cefalosprinas de 3ª geração) podem ser alternativas terapêuticas.

Amostras de Salmonella spp. resistentes às fluoroquinolonas já foram descritas, associadas a ambos os mecanismos: alterações em topoisomerases e aquisição do gene qnr.

Em amostras sensíveis às fluoroquinolonas pelo antibiograma, a resistência ao ácido nalidíxico pode funcionar como marcador de possível resistência às fluoroquinolonas. Casos de falha terapêutica com ciprofloxacina, para tratamento de febre tifóide, foram identificados. Nestes, inicialmente o patógeno era resistente in vitro, apenas ao ácido nalidíxico.

O ácido nalidíxico é um marcador de mutações simples no gene gyrA. Portanto, a utilização de fluoroquinolonas no tratamento de infecções causadas por amostras resistentes in vitro ao ácido nalidíxico, mas sensíveis à ciprofloxacina, deve ser cautelosa, já que pode ocorrer fallha terapêutica devido à aquisição de uma segunda mutação no gene gyrA ou no parC.

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RMcontrole. 2007