Módulo 1
Mecanismos
Alteração de permeabilidade
Alteração do sítio de ação
Bomba de efluxo
Mecanismo enzimático
Gram-positivos
Staphylococcus aureus
Enterococcus spp.
Streptococcus pneumoniae
Gram-negativos
Aminoglicosídeos
Quinolonas
β-lactâmicos
Carbapenens
Bibliografia
Antimicrobianos - Base Teóricas e Uso Clínico

II. Gram-positivos - resistência aos antimicrobianos

3. Streptococcus pneumoniae

 
   

Streptococcus pneumoniae é o principal agente etiológico de infecções respiratórias adquiridas da comunidade (otites, sinusites e pneumonias). As pneumonias podem ser acompanhadas de bacteremias, principalmente em pessoas idosas ou muito jovens.
Outras infecções graves como meningite, endocardite, peritonites, osteomielite, artrite séptica são também associadas a esse agente.

As doenças pneumocócicas são responsáveis por um dos maiores problemas de saúde pública em todo mundo, inclusive no Brasil. Estima-se que nos países em desenvolvimento, o pneumococo seja responsável por mais de um milhão de óbitos em crianças, a maioria por pneumonia. Nos EUA o S. pneumoniae é responsável anualmente por 3000 casos de meningite, 500.000 casos de pneumonia, 50.000 casos de bacteriemias e 7.000.000 casos de otite média.

1967: primeiro relato de diminuição de sensibilidade do Streptococcus pneumoniae à penicilina (PRSP).

Década de 90: aumento da resistência. Alguns países apresentam altas taxas, como México, França, Espanha, EUA e China. No Brasil, as taxas de resistência intermediária estão em torno de 20% e de alta resistência, inferior a 5%.

No Brasil, estudo publicado por Brandileone e colaboradores em 2006, com cepas invasivas de Streptococcus pneumoniae que faziam parte do programa nacional de vigilância epidemiológica nacional revelaram dados interessantes. Foram testadas 6470 cepas de Streptococcus pneumoniae colecionadas no Brasil no período de 1993 a 2004. O número de cepas resistentes à penicilina variou de 10.2 a 27.9%.

Em 1993 havia 9.1% de cepas com resistência intermediária e 1.1% de cepas resistentes e em 2004 estas taxas subiram para 22.0% e 5.9% respectivamente.  A maioria destes isolados era de pacientes menores que cinco anos e pertenciam ao sorotipo 14 que faz parte da vacina conjugada, 7-valente.

De 2000 a 2004 os Streptococcus pneumoniae isolados de meningite mostraram resistências mais altas para cefotaxima (2,6%) comparadas às de não meningite (0,7%).  Outras taxas de resistência foram apontadas no trabalho: sulfametoxazol-trimetroprim (65%), tetraciclinas (4,6%), eritromicina (6,2%), cloranfenicol (1,3%) e rifampicina (0,7%), sendo que nenhuma destas cepas apresentou resistência à levofloxacina.  Em outro estudo, os dados para meningites por Streptococcus pneumoniae, relacionados à sensibilidade à penicilina e ceftriaxone no Brasil, fornecidos pelo Laboratório de Referência Nacional - IAL, ao SINAN – Sistema de Informação Nacional de Agravo de Notificação apontam em 2005 para uma população de 270 isolados estudados uma taxa de 26% de resistência intermediária à penicilina e de 17% de alta resistência a esta droga acompanhada de uma taxa de 4,2% de alta resistência à ceftriaxone.

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RMcontrole. 2007