Módulo 1
Introdução
Definição do problema
Diretrizes para prevenção
Vigilância
Intervenções
Precauções e isolamento
Higiene das mãos
Prevenção
Pneumonia
Infecção corrente sanguínea
Infecção trato urinário
Antimicrobianos
Uso racional
Profilaxia cirúrgica
Bibliografia
Antimicrobianos - Base Teóricas e Uso Clínico

V. Antimicrobianos

1. Uso racional

A existência de uma política voltada para o uso racional de antimicrobianos causa maior impacto no ambiente hospitalar, provavelmente por se tratar de uma comunidade fechada, onde é possível selecionar as drogas disponíveis, estabelecer uma normatização apropriada pela diretoria da instituição, a discussão dos casos com especialistas e ter, como ponto de reforço, a redução nos custos de forma considerável.

Existem diversos métodos para o controle do uso de antimicrobianos em hospitais. Porém, o que não pode faltar é um programa de educação médica continuada, que deve nortear a política racional para o uso de antimicrobianos. Este programa precisa ser contínuo, progressivo e envolver a graduação e a pós-graduação médica, nos hospitais universitários e ligados à universidades.

 

Estudos apontam que os especialistas em infectologia contribuem para a melhor utilização dos antimicrobianos e dos recursos diagnósticos. No Hospital São Paulo – UNIFESP, em sua tese de doutorado, Pereira (1997) demonstrou a melhor adequação da terapia antimicrobiana e a redução da letalidade em episódios de bacteremia, por meio da avaliação dos relatórios de microbiologia realizada por infectologistas.

 

O treinamento médico constitui parte importante do programa de diminuição da resistência aos antimicrobianos.


A instituição de um programa de controle do uso de antimicrobianos é uma estratégia que contribui para seu uso adequado.


Podem ser realizadas auditorias para adequação do uso de antimicrobianos: este controle pode ser realizado por médicos especialistas em doenças infecciosas (infectologistas), freqüentemente ligados a CCIH ou especificamente contratados para esta finalidade. Estes especialistas poderão controlar todos os antimicrobianos prescritos na instituição, antes ou após a sua introdução. Ou ainda, controlar alguns antimicrobianos selecionados, antes ou após o início da terapêutica.


Restrições do número de antimicrobianos no formulário terapêutico do hospital, estão entre os mecanismos mais comuns de controle adotados em hospitais de ensino. O formulário terapêutico de cada hospital deve conter o número mínimo de agentes necessários para uma terapêutica antimicrobiana adequada das infecções mais comuns da instituição.

Quais são os antimicrobianos mais freqüentemente controlados?

São as cefalosporinas de terceira e quarta gerações: aztreonam, carbapenens, quinolonas, glicopeptídeos (vancomicina e a teicoplanina), oxazolidinonas (linezolida), glicilciclinas (tigeciclina) e as drogas antifúngicas (voriconazol e cancidas).


A justificativa por escrito para o uso de agentes antimicrobianos considerados de uso restrito, normalmente os mais novos, mais onerosos, e de maior espectro de ação e potencial de indução de resistência, é um método efetivo para melhorar o uso destas drogas. A requisição força o médico a explicar ou justificar racionalmente sua conduta.

Clique sobre a imagem ao lado para visualizar o exemplo de um formulário de requisição.

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RMcontrole. 2007