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A nova variante da Doença de Creutzfeldt-Jakob, cuja
origem é atribuída à ingestão
de produtos de origem animal – especialmente bovinos
- contendo a proteína priônica, traz novos desafios
a cientistas e profissionais de saúde pública.
A
Anvisa, encarregada pelo Ministério da Saúde
de coordenar as atividades de prevenção, teve
a felicidade de contar com pessoas de alta competência
e grande compromisso público para a elaboração
desse trabalho. São professores da Universidade de
São Paulo, da Fundação Oswaldo Cruz,
epidemiologistas da Secretaria de Vigilância em Saúde
do Ministério e profissionais de praticamente todas
as áreas técnicas da própria Agência.
O engajamento dos representantes da indústria na discussão
não foi menos importante, trazendo a necessária
visão crítica de quem opera o processo produtivo
e importa produtos.
Assim, o conteúdo técnico desta publicação
aguardou para sua edição as sucessivas mudanças
por que passaram os textos normativos até que se chegasse
às versões aqui apresentadas. As lacunas existentes
no conhecimento sobre o tema obrigaram a um profícuo
exercício de humildade desde a formulação
das resoluções iniciais, que não podiam
esperar por certezas, até as que estão em vigor,
que passaram por discussões no ambiente brasileiro
e no internacional de regulação de produtos.
São as nossas verdades provisórias; esperamos
que sejam suficientes para proteger a população
brasileira da encefalopatia espongiforme transmissível.
Certamente serão revisadas muitas outras vezes, buscando
sempre manter nossas referências técnicas e legais
baseadas no conhecimento, que compõe com a transparência
e a cooperação, a tríade de valores eleitos
como fundamentais por nossa organização.
Claudio Maierovitch Pessanha Henriques
Diretor-Presidente da Agência Nacional de Vigilância
Sanitária
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